segunda-feira, 8 de agosto de 2011

assim como se nada #46


É MUITO DIFERENTE
imagem de andré da loba



Assim, trabalho vez em quando nessas coisas de ganhar dinheiro. Tipo emprego, sabe? Que a pessoa acorda e vai lá, cheia de remela no olho, ainda dormindo... Se bem que eu nunca fazia isso, só ia depois de estar bem acordado e atrasado.

Ou seja, sempe fui demitido. Coleciono um histórico invejável de demissões. E o mais legal da história: cada pé que levo na bunda me leva mais ainda pra frente. Tipo pro fim da história, praquele "afinal de contas".

Meu último emprego foi de redator, numa agência de propaganda. Mas como você vai ser criativo moldando sua rotina ao expediente corporativo? É lamentável, estressante, enfadonho, e angustiante por demais. Não tendo opção melhor, podemos nos submeter à muita coisa.

Assim que estou tentando aprender a trabalhar pra mim, como fazer o que eu gosto, por exemplo. Escrever. Escrever simplesmente. Sobre o que der na telha. Seja qual for o tema. Exceto alguns que não me competem, como política ou desportes...

Mas enfim, é muito diferente estar livre para fazer o que se quer e ser quem se é do que estar aprisionado num sistema que poda e sobrecarrega você.


poetivismo #3


MEU OLHAR PRA TUDO ISSO

é como um banho de rio
muito frio
mas depois fica quente


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

novos planos #1


É verdade. Já não me sinto como aquele. Tem todo um jeito de redescoberta em mim. Uma coisa de vai partir. Outra de não sei quando. Nada com um intenção bem clara, mas certa de todo sentido.

Uma intenção despropositada, aberta, simples e vulnerável. Como um castelo de areia feito por uma criança na praia. Qualquer coisa pode desmanchar essa intenção. Uma onda, um vento. Um oportunista que chega e parte subitamente. Mas não sem destruir o castelo antes.

A que resiste essa intenção? Talvez a quase nada. Mas da mesma forma que ela se desmancha, ela mancha novamente.

Aparentemente é uma simples mancha na parede. Mas pra quem olha de perto, ou melhor, pra quem sabe do que se trata, como aquilo aconteceu, vai além de uma simples mancha. Tem história. É puro rastro de imaginação.

Tem memórias próprias. Tem toda uma escatologia. Faça-se crer. E absolutamente.


tolice #79


todo homem
que busca ser
aquilo que um homem
supostamente deve ser
para ser um homem completo
não consegue ser nada
além de um homem
pela metade

de um lado
fica o homem
do outro
a verdade